terça-feira, 15 de março de 2011

Japoneses comprarão menos ferro e mais aço

Medida afetaria exportação do Brasil, mas AEB saúda pressão menor no câmbio


Os preços do minério de ferro no mercado à vista recuaram para US$ 163 a tonelada nesta terça-feira. No entanto, apesar da importância dessa commodity para a balança comercial brasileira, o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, observa que, às vezes, "há males que vêm para o bem".


Segundo Castro, no primeiro momento o Japão deve importar menos minério e muito mais aço: "O problema do Japão hoje é energia. Neste momento há racionamento, com a maioria das fábricas paradas. Se continuar importando matérias-primas, como minério, não haverá energia para produzir. Além disso, muitos portos foram afetados. Entre utilizar minério e aço, é mais fácil aço", diz, reconhecendo que a maior parte da importação deve ser suprida pela China, ressalvando, porém, que "parte pode sair do Brasil".


Para ele, neste primeiro momento não está afastada a possibilidade de um déficit comercial no Brasil. "Mas isso teria o lado positivo de valorizar um pouco o dólar, o que seria bom para os exportadores", pondera.


Para Vitor Hugo Klagsbrunn, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com os japoneses montando aparelhos da China para baratear a produção, poderão faltar as partes feitas no Japão, já que a produção geral do país vai cair bastante. "A Sony fechou dez fábricas e a Toyota 12. Mas, com a retomada, creio que recuperação do Brasil será mais rápida que a média mundial, inclusive por causa da demanda japonesa por aço."


Ele considera, porém, que a crise no Japão vai apenas diminuir temporariamente o ritmo de recuperação mundial: "A recuperação está lenta mas é constante em Europa e EUA. O Brasil sofrerá apenas pelo lado das commodities, mas as exportações de aço podem até melhorar no médio prazo."


15 de março de 2011 em Monitor Mercantil Digital

quinta-feira, 10 de março de 2011

Brasil já é a 7ª maior economia do mundo, diz Mantega

LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO


O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse, nesta quinta-feira que, segundo dados preliminares, a economia brasileira ultrapassou a da França e do Reino Unido em paridade de poder de compra e é agora a 7ª maior economia mundial. Antes, o país ocupava a 9ª posição na comparação em paridade de poder de compra, segundo o ranking do Banco Mundial.

Dois anos atrás, o país estava atrás de Estados Unidos, China, Japão, Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e França, esta ordem. As projeções preliminares citadas por Mantega ainda não foram confirmadas pelo Banco Mundial.

Segundo informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro cresceu 7,5% em 2010. De acordo com Mantega, esse crescimento não sinaliza um superaquecimento da economia. Para ele, os dados mostram que já há um desaquecimento no último trimestre.

"Isso mostra a capacidade produtiva da economia brasileira, o potencial que vem sendo realizado nesses últimos anos. Mostramos nossa capacidade de crescer cada vez mais", afirmou.

O ministro disse ainda que o crescimento significativo do investimento mostra a qualidade do crescimento brasileiro, já que está havendo expansão na capacidade produtiva brasileira.

Sérgio Lima/Folhapress

Para ministro, investimento mostra qualidade do crescimento

"Isso nos habilita a continuar o crescimento nos próximos anos e crescimento equilibrado com mais oferta de produto afastando problemas de abastecimento e de inflação", completou.

O percentual do PIB é o maior desde 1986, quando houve a mesma alta. No entanto, a metodologia da série foi modificada em 1996.

Em 2009, o PIB havia apresentado retração de 0,6% --a primeira na atividade econômica desde 1992.

Com o crescimento mais arrefecido na parte final do ano, o PIB subiu 0,7% no quarto trimestre de 2010, em relação aos três meses imediatamente anteriores. Na comparação com o período de outubro a dezembro de 2009, a economia registrou alta de 5,0%.

REVISÃO

O IBGE revisou os dados dos trimestres do ano passado que já haviam sido divulgados. No primeiro trimestre, a economia avançou 2,2% ante os três meses imediatamente anteriores --anteriormente tinha apresentando expansão de 2,3%.

No segundo trimestre, a revisão também apontou um percentual menor --de acréscimo de 1,8% para 1,6%. Já no terceiro trimestre, o crescimento passou de 0,5% para 0,4%

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Empresas de transporte usam escolta para evitar assaltos em MG

No ano passado, foram 301 assaltos a ônibus nas estradas brasileiras. Em Minas Gerais, estado com a maior malha rodoviária do país, onde o número de ocorrências cresceu 50%.

A cada viagem, insegurança. “Na maioria das vezes são pickups. Um fica na carroceria da pickup, aponta a arma pra gente, pra que a gente encoste o veículo”, conta o motorista Fábio José Ribeiro

No ano passado, foram 301 assaltos a ônibus nas estradas brasileiras. “Gritavam com a gente, falando que se a gente reagisse iam atirar”, diz o motorista de ônibus Idelson Alves.

A polícia mapeou os trechos críticos: em seis rodovias federais no Maranhão, em Pernambuco, no chamado "polígno da maconha";

Em Minas Gerais, estado com a maior malha rodoviária do país, onde o número de ocorrências cresceu 50%.

Desde setembro, a polícia prendeu mais de 30 criminosos na região do triângulo. “Para ação do roubo, eles tinham o costume de roubar, furtar veículos, atravessar para o Paraguai, trocar por drogas, armas. E, pra isso, cometiam também crime de sequestro e cárcere privado”, declara o delegado de Polícia Federal, Emerson Aquino.

Os ônibus fretados também são muito visados pelos bandidos. Principalmente os que levam sacoleiros às compras. É que boa parte deste tipo de passageiro viaja com dinheiro vivo e volta para casa com muita mercadoria.

“Eles podem também embarcar no ônibus, em determinado momento eles anunciam esse assalto”, diz o chefe da divisão de crimes da Polícia Rodoviária Federal, Regisvan Soares.

Por isso, uma empresa passou a escolher os clientes. “Nós marcamos a passagem, desde que seja uma pessoa conhecida ou indicada por algum passageiro que já viaja com a gente”, avisa o guia de turismo Richard Morales.

Mas o que a maioria tem feito é contratar escolta armada. Os veículos são acompanhados o tempo todo - na estrada e em uma central de monitoramento.

“Normalmente são dois homens armados, mais o telefone, mais rádio de comunicação e mais sistema de comunicação vai satélite”, fala o gerente de empresa de segurança, Rogério Ribeiro.

A escolta pode inibir, mas não é garantia. Um dos carros da empresa levou 18 tiros na rodovia Anhanguera.

“Não fica ao todo deixa de ser perigoso também, porque se tiver de reagir a gente não sabe o que vai acontecer. Mas a gente acha que tem uma comodidade maior sim”, fala a sacoleira Fabiane Aparecida dos Santos.


Para ver a reportagem, clicar aqui.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Empresas têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados

No Brasil, o desemprego está numa baixa histórica. Mas nem sempre quem está atrás de uma vaga tem o perfil para ser contratado. Faltam quantidade e qualidade no mercado de trabalho.

Para ver o vídeo, clique aqui.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

II Seminário de Logística - Inscrições 2 Kg de Alimentos


Inscrição: http://www.cra-ba.org.br/EventoInscricao/334/II-Seminario-de-Logistica-do-CRA-BA.aspx

Avião é meio de transporte preferido para viajar em todas as classes sociais


SÃO PAULO – Em todas as classes sociais, o avião foi o meio de transporte citado como preferido pelos brasileiros na hora de viajar. Ao menos é o que revela a Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, divulgada na última semana pelo Ministério do Turismo.

De acordo com o levantamento, entre as famílias com renda de até R$ 2.100, o avião foi o transporte preferido por 42%. Entre aqueles com renda de R$ 2.101 a R$ 4.800, o índice sobe para 51%.

Já entre os que ganham de R$ 4.801 a R$ 9.600, ou acima deste valor, o avião foi citado por 62,4% e 73,5%, respectivamente.

Outros meios

No geral, o 37,5% dos brasileiros têm a intenção de viajar nos próximos seis meses, sendo 20,8% dentre as famílias com renda de até R$ 2.100; 30,9% entre as que ganham de R$ 2.101 a R$ 4.800; 42,1% naquelas com rendimentos entre R$ 4.801 e R$ 9.600; e de 54.8% para as que possuem ganhos acima de R$ 9.600.

Na média geral, o avião foi o meio de transporte indicado por 57,5% dos viajantes. Em segundo lugar apareceu o carro, com 28% das citações, seguido pelo ônibus, indicado por 8%.

Nos dois últimos casos, o levantamento destaca que o automóvel é o meio de transporte menos frequente nas viagens entre as famílias de maior renda, com apenas 20,7% das indicações; e que o deslocamento por ônibus decresce conforme a faixa de renda, de 21,5% entre os que ganham até R$ 2.100 a 1,3% entre as famílias com renda superior a R$ 9.600.

Câmbio atual preocupa indústria automobilística, afirma presidente da Anfavea


SÃO PAULO – Apesar do aumento da produção de veículos no mês passado, as exportações registraram queda no período. E um dos motivos para esse cenário é a crescente valorização do real frente ao dólar, acredita o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Cledorvino Belini.

“Com a moeda nacional cada vez mais forte, a produção de manufaturados está sendo prejudicada”, explicou Belini, de acordo com a Agência AutoInforme. “Há perda de competitividade e seremos obrigados a encontrar soluções rápidas para manter a estabilidade em toda a cadeia produtiva”, completou.

De acordo com dados da associação, a produção de veículos registrou aumento de 12,7% frente a setembro do ano passado. Entre janeiro e setembro deste ano, o aumento da produção de veículos ficou em 17,3%. No mês passado, na comparação com agosto, contudo, houve queda, de 9,1%, na produção de veículos.

Já as exportações registraram queda em setembro, na comparação com agosto.

Espaço para importados

Segundo Belini, as preocupações de indústria automobilística voltam-se para o câmbio. Para ele, com a valorização do real frente ao dólar, em queda, o espaço para os importados cresce. A participação dos importados no total dos veículos licenciados vem crescendo desde março deste ano.

Para se ter uma ideia, segundo os dados da Anfavea, em março, 16,4% dos veículos licenciados eram importados. Em setembro, esse número passou para 18,7%. No acumulado do ano os importados já representam parcela maior que a registrada em todo o ano passado.

Em 2009, 15,6% dos veículos licenciados eram importados – número maior que o de 2008, quando 13,3% dos veículos eram importados. Neste ano, de janeiro a setembro, a associação já contabiliza que 13,3% dos licenciados são importados.

E se o licenciamento de veículos nacionais caiu em setembro, frente a agosto e ao mesmo mês do ano passado, o de importados só cresceu. Na comparação com agosto, o aumento foi de 0,5% contra a queda de 2,4% nos licenciamentos dos nacionais.

Frente a setembro de 2009, o licenciamento dos importados cresceu 24,8%, ao passo que o de nacionais registrou queda de 5% no mesmo período.

Para o presidente da Anfavea, o câmbio atual fez com que o Brasil se tornasse alvo para os estrangeiros. “Precisamos analisar esse fato com profundidade e encontrar uma solução de equilíbrio”, reforça Belini, de acordo com a Agência AutoInforme.