terça-feira, 12 de outubro de 2010

II Seminário de Logística - Inscrições 2 Kg de Alimentos


Inscrição: http://www.cra-ba.org.br/EventoInscricao/334/II-Seminario-de-Logistica-do-CRA-BA.aspx

Avião é meio de transporte preferido para viajar em todas as classes sociais


SÃO PAULO – Em todas as classes sociais, o avião foi o meio de transporte citado como preferido pelos brasileiros na hora de viajar. Ao menos é o que revela a Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, divulgada na última semana pelo Ministério do Turismo.

De acordo com o levantamento, entre as famílias com renda de até R$ 2.100, o avião foi o transporte preferido por 42%. Entre aqueles com renda de R$ 2.101 a R$ 4.800, o índice sobe para 51%.

Já entre os que ganham de R$ 4.801 a R$ 9.600, ou acima deste valor, o avião foi citado por 62,4% e 73,5%, respectivamente.

Outros meios

No geral, o 37,5% dos brasileiros têm a intenção de viajar nos próximos seis meses, sendo 20,8% dentre as famílias com renda de até R$ 2.100; 30,9% entre as que ganham de R$ 2.101 a R$ 4.800; 42,1% naquelas com rendimentos entre R$ 4.801 e R$ 9.600; e de 54.8% para as que possuem ganhos acima de R$ 9.600.

Na média geral, o avião foi o meio de transporte indicado por 57,5% dos viajantes. Em segundo lugar apareceu o carro, com 28% das citações, seguido pelo ônibus, indicado por 8%.

Nos dois últimos casos, o levantamento destaca que o automóvel é o meio de transporte menos frequente nas viagens entre as famílias de maior renda, com apenas 20,7% das indicações; e que o deslocamento por ônibus decresce conforme a faixa de renda, de 21,5% entre os que ganham até R$ 2.100 a 1,3% entre as famílias com renda superior a R$ 9.600.

Câmbio atual preocupa indústria automobilística, afirma presidente da Anfavea


SÃO PAULO – Apesar do aumento da produção de veículos no mês passado, as exportações registraram queda no período. E um dos motivos para esse cenário é a crescente valorização do real frente ao dólar, acredita o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Cledorvino Belini.

“Com a moeda nacional cada vez mais forte, a produção de manufaturados está sendo prejudicada”, explicou Belini, de acordo com a Agência AutoInforme. “Há perda de competitividade e seremos obrigados a encontrar soluções rápidas para manter a estabilidade em toda a cadeia produtiva”, completou.

De acordo com dados da associação, a produção de veículos registrou aumento de 12,7% frente a setembro do ano passado. Entre janeiro e setembro deste ano, o aumento da produção de veículos ficou em 17,3%. No mês passado, na comparação com agosto, contudo, houve queda, de 9,1%, na produção de veículos.

Já as exportações registraram queda em setembro, na comparação com agosto.

Espaço para importados

Segundo Belini, as preocupações de indústria automobilística voltam-se para o câmbio. Para ele, com a valorização do real frente ao dólar, em queda, o espaço para os importados cresce. A participação dos importados no total dos veículos licenciados vem crescendo desde março deste ano.

Para se ter uma ideia, segundo os dados da Anfavea, em março, 16,4% dos veículos licenciados eram importados. Em setembro, esse número passou para 18,7%. No acumulado do ano os importados já representam parcela maior que a registrada em todo o ano passado.

Em 2009, 15,6% dos veículos licenciados eram importados – número maior que o de 2008, quando 13,3% dos veículos eram importados. Neste ano, de janeiro a setembro, a associação já contabiliza que 13,3% dos licenciados são importados.

E se o licenciamento de veículos nacionais caiu em setembro, frente a agosto e ao mesmo mês do ano passado, o de importados só cresceu. Na comparação com agosto, o aumento foi de 0,5% contra a queda de 2,4% nos licenciamentos dos nacionais.

Frente a setembro de 2009, o licenciamento dos importados cresceu 24,8%, ao passo que o de nacionais registrou queda de 5% no mesmo período.

Para o presidente da Anfavea, o câmbio atual fez com que o Brasil se tornasse alvo para os estrangeiros. “Precisamos analisar esse fato com profundidade e encontrar uma solução de equilíbrio”, reforça Belini, de acordo com a Agência AutoInforme.

domingo, 3 de outubro de 2010

O Brasil explicado em galinhas


Luis Fernando Veríssimo

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de ;.um galinheiro e o levaram para a delegacia.




D - Delegado
L - Ladrão

D - Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

L - Não era para mim não. Era para vender.

D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

L - Mas eu vendia mais caro.

D - Mais caro?

L - Espalhei o boato de que as galinhas do outro galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as outras botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.

D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

L - Os ovos das minhas eu pintava.

D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...Afinal, já tinha um ponto na questão do respeito ao consumidor !)

D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..

D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

L - Trilionário. Sem contar com o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, Excelência. Me explique.

L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa... Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

D - O que é isso, Excelência? O senhor não vai ser preso não.

L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

D - Sim. Mas é réu primário e ainda por cima com esses antecedentes...