quinta-feira, 30 de setembro de 2010

STF decide que falta de título não impedirá eleitor de votar


Por 8 votos contra 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que a falta do título eleitoral não poderá impedir o eleitor de votar este domingo. Segundo o STF, o eleitor só poderá ser impedido de votar caso deixe de apresentar um documento oficial com foto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Produtos brasileiros perderam espaço nas prateleiras das lojas

A China consegue vender mais que o Brasil porque seus produtos são mais baratos. O governo chinês controla com mão de ferro o câmbio do dólar, impedindo que ele se valorize.

Clique aqui para ver o vídeo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Copa 2014: setor de hotelaria está preocupado com a falta de hotéis no País


SÃO PAULO – O setor de hotelaria está preocupado com a falta de hotéis para a Copa do Mundo em 2014. Entre as regiões que receberão o evento, o Rio de Janeiro e o Centro-Oeste, especialmente Brasília, são destaques na ausência de leitos.

Segundo a Agência Brasil, o diretor da Abih (Associação Brasileira das Indústrias de Hotel), Fermi Torquato, afirma que a capital fluminense tem a mesma quantidade de leitos – 46 mil – que todo o estado do Rio Grande do Norte, onde a demanda é muito menor.

Além disso, ele acrescenta que a situação se agrava, já que os empreendimentos da região Sudeste são voltados para o turismo de negócios.

“Na Região Nordeste houve um investimento nesse setor nos últimos 20 anos. Os hotéis já são mais modernos e voltados para o turismo de lazer, são horizontalizados e com espaços amplos. Já o Sudeste precisa se adequar a esse tipo de turismo”, diz Torquato.

Navios de cruzeiros

Apesar do Nordeste ter hotéis mais adequados, em algumas cidades, como Recife (PE), existem problemas como falta de área disponível para construção de novos empreendimentos. Como alternativa, Torquato sugere a utilização de navios de cruzeiros, que oferecem grande número de leitos.

Já no Norte e Centro-Oeste, não há hotéis suficientes e os que existem não atendem às exigências de segurança do mercado internacional.

Perfil

A Abih acredita que, durante a Copa, as cidades-sede recebem turistas que ampliem a viagem para outras cidades de apelo turístico. Torquato explica que o perfil dos turistas será de famílias, diferentemente do turismo que ocorrem nos jogos da Europa.

“Na Copa, o perfil é de famílias, que costumam demorar mais. É diferente do que acontece quando os jogos são na Europa, onde o turismo é volátil. Lá o turista assiste ao jogo e vai embora, não consome hotelaria. Aqui, ele deve permanecer pelo menos uma semana”, finalizou.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Celular substitui fila para ingresso de cinema e check-in no aeroporto


SÃO PAULO – Dois serviços que visam a facilitar a vida do usuário de celular foram anunciados nesta semana.

O primeiro, oferecido pela operadora Claro, permite a compra de ingressos de cinema da rede Cinemark pelo aparelho móvel. Assim que a compra é efetuada, navegando pela página WAP do celular ou pelo aplicativo iCinemark do iPhone, o usuário recebe um código de barras via mensagem de texto.

No cinema, basta se dirigir diretamente à entrada das salas, onde funcionários farão o reconhecimento do código em um equipamento de leitor ótico. Com isso, ele não tem a necessidade de ir até a bilheteria retirar o ingresso.

Check-in sem papel

Também nesta semana a TAM anunciou um projeto-piloto nos aeroportos de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto (ambos no interior de São Paulo) que permite aos passageiros fazer check-in totalmente sem papel. Os testes tiveram início na terça-feira (21).

Por meio de um celular conectado à internet ou computador, é criado um cartão de embarque eletrônico com código de barras, que pode ser enviado por e-mail ou mensagem de texto (SMS).

Pelo serviço, o passageiro pode marcar ou alterar o assunto, além de inserir o número do cartão TAM Fidelidade ou outro programa para registrar a pontuação por meio do celular. É possível ainda fazer o check-in de mais de uma pessoa ao mesmo tempo, desde que estejam no mesmo código de reserva. O passageiro precisa passar pelo balcão de atendimento, apenas caso tenha bagagem para despachar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Encontro de Economia Baiana


Na minha opinião, a melhor palestra do dia foi da Fernanda Calasans C. Lacerda com o tema "Pobreza muldimensional na Bahia: uma análise a partir do indicador multidimensional de pobreza".

Neste trabalho, ela propõe que a pobreza seja observada não apenas sob o ponto de vista da renda, mas de uma forma multidimensional, englobando aspectos educacionais, saúde, saneamento, dentre outros.

No Brasil, oficialmente, utiliza-se o salário mínimo para traçar a linha de pobreza (Fonte: IBGE):

A) se a renda per capita em uma família for inferior a 1/4 do salário mínimo - Família Extremamente Pobre (Indigente)

B) se a renda per capita em uma família for inferior a 1/2 do salário mínimo - Família Pobre

As melhores fotos de astronomia do ano

O Observatório Real de Greenwich, em Londres, anunciou nesta semana os vencedores do concurso Astronomy Photographer of the Year 2010, que premiou as melhores imagens ligadas à astronomia.

Esta foto do americano Tom Lowe, 'Blazing Bristlecone', mostra a Via Láctea atrás de um pinheiro antigo. Ela foi a vencedora do concurso Astronomy Photographer of the Year 2010, do Observatório Real de Greenwich, na Grã-Bretanha. As fotos do concurso estão em exposição no observatório, em Londres, até fevereiro de 2011.






'Photon Worshippers', de Steve Christenson, mostra o sol se pondo na praia de Pfeiffer com seus raios passando bem no meio da fenda na rocha, fenômeno que acontece apenas algumas semanas por ano. A foto foi a vencedora da categoria Pessoas e Espaço.

'Solstice Full Moon Rising at Sounion', de Anthony Ayiomamitis, também recebeu a menção honrosa na categoria Terra e Espaço. Ela mostra uma lua cheia nascendo atrás do Templo de Poseidon no sul da Grécia.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Encontro de Economia Baiana - sugestão de Programação

16 de Setembro - quinta-feira
9:30 – Horário dos estudantes se encontrarem. Local: Porta principal do Evento
10h – Palestra: Brasil e Bahia na nova configuração da Economia Mundial
11h – Lançamento do Livro
12h – Almoço: Livre

14h – Mesa 3: Economia Baiana
16:30 – Mesa 6: Economia Baiana



17 de Setembro – sexta-feira

8:15 - Horário dos estudantes se encontrarem. Local: Porta principal do Evento
8:30 – Mesa Redonda – Economia do Petróleo e Gás na Bahia
10h – Mesa 7 ou Mesa 9: ambos os debates têm temáticas relevantes para os estudantes
12h – Almoço: Livre

14h – Mesa 11: Financiamento do Desenvolvimento

domingo, 5 de setembro de 2010

Indústria reage às importações com onda protecionista


O forte crescimento das importações provocou uma onda protecionista na indústria brasileira. Os empresários estão pressionando o governo a adotar medidas capazes de frear a entrada de produtos vindos do exterior: tarifas de importação mais altas, regras mais flexíveis para medidas antidumping e até preferências em licitações públicas.

Nas últimas semanas, fabricantes de eletroeletrônicos e máquinas procuraram o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pediram para aumentar as tarifas de importação de alguns de seus produtos. A iniciativa chamou a atenção dos setor químico, que avalia se é conveniente fazer o mesmo pleito.

Outras empresas também estão se mexendo. A Usiminas solicitou a abertura de uma investigação de dumping contra a China. Fabricantes de calçados, escovas de cabelo, óculos e ímãs vão entregar em breve petições para estender as sobretaxas já existentes contra os chineses a outros países.

O real valorizado é apenas um dos motivos das reclamações. Com um crescimento de mais de 7% previsto para este ano, o mercado brasileiro se tornou um alvo óbvio. Os países ricos querem sair da crise exportando mais, enquanto os asiáticos precisam diversificar suas vendas. De janeiro a agosto, as importações brasileiras cresceram 45,7% - a maior taxa do planeta.

Temporário. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) solicitou ao governo a elevação da tarifa de importação de alguns produtos, como equipamentos de distribuição e geração de energia, de 14% para 35% - o máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). 'Seria uma medida temporária, para compensar o câmbio sobrevalorizado', disse Humberto Barbato, presidente da Abinee. O setor prevê um déficit recorde de US$ 20 bilhões este ano.

O objetivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) também é subir a tarifa para 35%. Empresários do setor se reuniram com Mantega em Brasília e foram encorajado a fazer um estudo, que deve ser entregue este mês. Segundo José Velloso, vice-presidente da Abimaq, o ritmo das importações acelerou, com altas de 35% em maio, 42% em junho e 53% em julho.

Ao perceber a movimentação de outras entidades, o gerente de assuntos de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) Renato Endres, começou a preparar um estudo sobre elevação de tarifas de importação. 'Se for o caso, vamos pleitear algo desse tipo, mas ainda não foi discutido no conselho'.

Segundo dados do ministério do Desenvolvimento, mais de 30 pedidos de elevação de tarifas de importação estão em análise. Também foram solicitadas 19 investigações de dumping (vender abaixo do custo) de janeiro até agora, o mesmo número de todo o ano de 2009. Em breve, prometem pipocar pedidos de tarifa contra a triangulação, uma nova medida que permite estender as tarifas antidumping a outros países usados para disfarçar a origem da mercadoria.

'Pelo menos 10 a 12 setores vão entrar rapidamente com seus pedidos contra triangulação', disse Roberto Barth, da Comissão de Defesa da Indústria Brasileira. A entidade convenceu o governo a regulamentar o instrumento de defesa comercial, argumentando que os importadores praticavam triangulação de produtos.

Dumping. O setor siderúrgico promete engrossar as fila dos pedidos de tarifas antidumping. Segundo o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, outras empresas devem seguir a trilha da Usiminas. 'O mundo pós-crise é muito competitivo e todos estão no jogo da defesa comercial. O Brasil não pode ser ingênuo'.

Segundo a entidade, as importações respondem hoje por 18% do consumo brasileiro de aço, o triplo da média histórica. O setor é um dos que mais reclamam. O presidente da CSN e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, provocou polêmica recentemente ao afirmar que 'o Brasil precisa se fechar'.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apresentou um novo tipo de pleito: preferência para o tecido nacional nas licitações do Exército para a compra de uniformes. 'Todos os países estão se protegendo. O maior ativo do Brasil é o mercado interno. Não podemos entregá-lo a outros países', disse o presidente da entidade, Aguinaldo Diniz.

Para Rodrigo Maciel, da Strategus, que presta consultorias a empresas chinesas interessadas no País, 'sempre que o Brasil cresce, o protecionismo volta. É uma postura simplória'.

RAZÕES PARA...

A invasão de produtos importados

1.O dólar fechou na sexta-feira a R$ 1,73. O câmbio forte favorece a entrada de produtos importados, que se tornam mais competitivos que insumos e máquinas nacionais.

2.A economia brasileira deve crescer mais de 7% este ano, o que estimula a demanda por importados.

3.Uma das apostas dos países ricos para sair da crise é elevar as exportações. O Brasil se tornou um alvo e recebe com frequência missões empresariais estrangeiras.

4.Com as economias do Estados Unidos e da Europa se recuperando lentamente, os fornecedores asiáticos acumularam estoques. Para evitar demissões, querem diversificar os destinos das exportações e fazem um esforço de vendas em países como o Brasil

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lindo feriado, meus amores!


Um 7 de Setembro maravilhoso para todos vocês!!!!

Crescimento do PIB não representa risco de aumento da inflação, diz Mantega


SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou durante uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (3) em São Paulo, que o crescimento de 8,9% do PIB (Produto Interno Bruto) registrado no primeiro semestre, frente ao mesmo período do ano passado, não representa um risco para o controle da inflação.

Segundo a Agência Brasil, o ministro declarou que a economia do Brasil, nos próximos meses, não deve crescer no mesmo ritmo dos primeiros meses do ano. Disse também que os preços não irão subir além do previsto.

Sobre a inflação

Em relação à inflação, Mantega disse que a oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deve fechar o ano em torno dos 5%.

Esse índice está dentro da margem estabelecida pelo Banco Central, que é de de 4,5%, com a possibilidade de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Último trimestre

De acordo com o ministério, no último trimestre, a economia terá nova aceleração devido ao pagamento do 13º salário e ao aquecimento do comércio. Mesmo assim, o crescimento não será tão grande quanto o dos primeiros trimestres.

“Nós esperamos um reforço de mais de R$ 100 bilhões neste último trimestre, mas o crescimento será menor do que o crescimento dos trimestres anteriores”, finalizou Mantega.

Brasil desaquece menos no 2o trimestre e tem semestre recorde

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira desacelerou menos que o previsto no segundo trimestre, depois de um início de ano robusto, contribuindo para que o crescimento acumulado na primeira metade de 2010 fosse o maior da série histórica.

Alavancado principalmente pela agropecuária e por investimentos, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2 por cento no segundo trimestre ante os três meses anteriores, quando a alta havia sido de 2,7 por cento.

Frente ao mesmo período do ano passado, a atividade se expandiu 8,8 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No primeiro trimestre, a alta na comparação anual foi de 9,0 por cento.

Analistas consultados pela Reuters previam, pela mediana das estimativas, expansão trimestral de 0,7 por cento e avanço na comparação anual de 8,0 por cento.

De janeiro a junho, o país cresceu 8,9 por cento --melhor desempenho para um semestre desde o início da série, em 1996.

O dado reforçou entre alguns analistas a avaliação de que o aumento do juro básico possa ter que ser retomado em 2011. O Banco Central, no entanto, sustentou que os dados confirmam seu diagnóstico "de que a economia se desloca para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio" e reafirmou em nota a previsão de crescimento de 7,3 por cento neste ano.

No mercado futuro de juros, as taxas subiram. "A economia continua com crescimento robusto, mesmo depois de retirados os estímulos que levaram ao crescimento excepcionalmente forte do primeiro trimestre. A economia desacelerou, acomodou um pouco, mas não no ritmo que se esperava", comentou Newton Rosa, economista-chefe da Sulamerica Investimento.

Segundo o IBGE, a expansão brasileira ficou abaixo da observada em economias como Chile (4,3 por cento), México (3,2 por cento) e Alemanha (2,2 por cento), mas superou a de União Européia (1 por cento), Estados Unidos (0,4 por cento) e Japão (0,1 por cento).

Em relação ao Bric, a comparação é com o mesmo período do ano anterior uma vez que os demais países não divulgam dados sazonais. O Brasil perdeu para China (10,3 por cento), empatou com Índia e superou a Rússia (5,2 por cento).

DESTAQUES

A agropecuária foi o destaque pela ótica da produção, ao passo que os investimentos lideraram o crescimento pela ótica da demanda, de acordo com o IBGE.

A agropecuária se expandiu 2,1 por cento ante o primeiro trimestre e 11,4 por cento frente ao ano passado, melhor desempenho desde o quarto trimestre de 2006.

"As taxas frente a 2009 são altas porque no segundo trimestre do ano passado a economia ainda começava a sair da turbulência internacional", ponderou Rebeca Palis, economista do IBGE. "Este ano, além de aumento da produção, há crescimento da produção por hectare, ou seja, da produtividade."

A indústria avançou 13,8 por cento ante o mesmo período do ano passado, puxada pela construção civil, e 1,9 por cento ante o início de 2010. "A maior parte da construção civil é considerada investimento e a taxa influenciou a formação bruta de capital fixo", acrescentou Palis.

O setor de serviços se expandiu 1,2 por cento frente ao início do ano e 5,6 por cento ante 2009.

A formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos, cresceu 2,4 por cento entre o primeiro e o segundo trimestres e bateu recorde ao subir 26,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Boa parte do aumento das importações no segundo trimestre foi, de acordo com o IBGE, para atender a demanda por investimentos da indústria.

CONSUMO

O consumo das famílias vem reduzindo o ritmo de crescimento há 12 meses e no segundo trimestre avançou 0,8 por cento, menor taxa desde o primeiro trimestre do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o consumo avançou 6,7 por cento --foi o 27o trimestre de expansão, mas o menor desde o terceiro trimestre do ano passado.

Já o consumo do governo, impulsionado pelo calendário eleitoral, apresentou taxas fortes de crescimento. A expansão foi de 2,1 por cento ante o primeiro trimestre e de 5,1 por cento em relação ao mesmo período de 2009

"Em ano eleitoral isso é comum de acontecer. Há um estímulo federal e estadual", afirmou a economista do IBGE.

Rodrigo Viga Gaier e Daniela Machado

(Reportagem adicional de Vanessa Stelzer e Silvio Cascione)